Sabor Caseiro? A Verdade da Fabricação de Salgadinho e a Mentira do Tempero.
Como Entender o Estilo Extrusão: O Petisco Crocante e a Máquina Meu nome é Roger Marques. Se você perguntar para minha esposa, Renata, ela dirá que não consigo trocar uma lâmpada do corredor sem derrubar a chave de fenda no próprio pé. Sou escritor e um admirador devoto das linhas de produção de comida. Enquanto tento digitar esta frase, Bóris, meu gato siamês, acaba de roubar um enfeite de vidro da minha mesa e estilhaçá-lo no chão do escritório. É cômico ver os cacos brilhando perto do meu sapato enquanto tento explicar a majestade do processo industrial do salgadinho. Tudo começa com o milho puro. Ele é colhido, limpo das sujeiras da terra, seco ao sol e moído até virar uma farinha fina como areia de praia. Sinto o cheiro desse pó amarelado, um aroma que se parece com o reencontro de um amigo antigo após trinta anos de silêncio: no começo levanta uma poeira incômoda, mas logo a memória quente toma conta da língua. O Caminho do Milho Até a Pressão Extrema Aviso logo de cara que sou s...