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Destaques

20 Erros ao Fazer a prova do Enem e o Árduo Processo

Desde que abandonei as salas de cursinho pré-vestibular há alguns anos, morando neste apartamento úmido e barulhento no centro de São Paulo, vejo a mesma cena se repetir todo mês de novembro. Os jornais debatem a qualidade da educação no Brasil, mas ignoram o que acontece no chão de cimento das escolas estaduais. Existe uma lista não escrita de 20 falhas institucionais graves cometidas contra os adolescentes nessa época do ano. Digo isso porque fazer a prova do Enem nunca foi um teste de conhecimento puro, mas um experimento de resistência humana. A cobrança cai nos ombros de jovens de dezessete anos que muitas vezes mal sabem fritar um ovo, mas precisam decidir o rumo da vida adulta em dois domingos ensolarados. O Suor Frio no Portão de Ferro Trabalhei como fiscal de corredor por três anos seguidos logo após sair da docência. Vi de perto a coreografia do desespero e posso atestar que a ruína de um estudante começa muito antes de ele ler a primeira questão de matemática. O passo a pas...

12 Perigos sobre beber refrigerantes depois dos 40 que os especialistas escondem de você

São três da manhã e o ventilador de teto do meu quarto está fazendo aquele barulho rítmico que geralmente me ajuda a pensar, mas hoje só está me irritando. Estava aqui limpando uns LPs do Miles Davis que chegaram num lote mofado e me peguei olhando para uma garrafa vazia de vidro em cima da mesa. Aquelas de 290ml, clássicas. Eu costumava derrubar umas quatro dessas por dia na agência. Era o combustível. Açúcar, gás e aquela sensação de que você consegue terminar o layout antes do cliente ligar berrando. Mas a conta chega. Ah, como ela chega. E quando ela bate na porta, não é o carteiro simpático, é um oficial de justiça com um mandado de despejo para a sua saúde.

A gente cresce ouvindo que o problema é a cárie ou ficar gordo. Besteira. O buraco é muito mais embaixo quando você cruza a linha invisível da meia-idade. A verdade nua sobre beber refrigerantes depois dos 40 é que seu corpo deixa de ser uma máquina de processamento e vira um depósito de lixo tóxico acumulado.

A cilada do esqueleto frágil

Eu lembro do Cláudio, meu ex-chefe de criação. O cara era um gênio, mas vivia com uma latinha na mão. "É diet, Beto, relaxa", ele dizia. Hoje o Cláudio vive à base de remédios para os rins. E esse é o primeiro ponto que ninguém te conta direito: o tal do ácido fosfórico. Eles colocam isso pra dar aquele "gostinho" ácido e conservar o xarope, mas depois dos quarenta, seus ossos começam a perder a briga. O ácido fosfórico literalmente rouba cálcio do seu esqueleto para equilibrar o pH do sangue. Você vira uma peneira ambulante. Eu comecei a sentir isso nos joelhos ano passado, parecia que tinha areia dentro da articulação.

O mito do zero caloria

E não me venha com essa conversa mole de "versão zero". Isso é a maior mentira que a indústria já contou e nós engolimos com gelo e limão. O adoçante artificial engana seu cérebro. Você sente o doce, o pâncreas prepara a insulina, mas o açúcar não vem. O corpo entra em pânico. Resultado? Você fica com uma fome de leão duas horas depois. É um ciclo vicioso maldito. Ninguém te avisa que beber refrigerantes depois dos 40 é basicamente assinar um contrato de aluguel vitalício para aquela gordura visceral dura, aquela que fica por baixo do músculo e aperta seu fígado até ele pedir arrego.

Outra coisa que me deixa possesso é o refluxo. Quando a gente tem 20 anos, o estômago é de ferro. Você come pizza fria, toma refrigerante quente e vai pra balada. Agora? Se eu tomo um copo dessa porcaria gaseificada depois das seis da tarde, passo a noite arrotando fogo. O esfíncter esofágico inferior frouxo é o presente de aniversário que ninguém pediu. O gás dilata o estômago, o ácido sobe e queima a garganta. Você acorda com a boca com gosto de moeda velha.

A máscara da exaustão crônica

Tem um detalhe que eu percebi na pele e que os médicos de TV evitam falar pra não assustar a audiência: a pele cinza. Não é ruga, é cor mesmo. O excesso de açúcar ou sódio (porque se não tem açúcar, tem sódio pra burro) desidrata você de dentro pra fora. A gente vira um maracujá de gaveta. Eu olhei no espelho outro dia e vi um estranho cansado me encarando. Cortei o refrigerante por um mês e a cor voltou. Coincidência? Duvido.

E a resistência à insulina? Você não precisa ser diabético pra sofrer com isso. É aquele cansaço que bate depois do almoço, aquela vontade de morrer de sono. O pico de glicose é um coice de mula, e a queda é um abismo. Depois dos 40, a gente não quica mais no fundo do poço e volta, a gente fica lá estatelado. Meu vizinho, o Tonhão, achava que era depressão. Parou com o refrigerante "preto" e a tal depressão sumiu em duas semanas. Era só o cérebro dele fritando no xarope de milho.

A fatura dos órgãos vitais

Sem falar nos rins. As pedras. Meu Deus, as pedras. Dizem que a dor é pior que parto. Eu nunca pari, mas vi um amigo de 42 anos chorando em posição fetal no chão do banheiro da firma por causa de um cálculo renal. O médico foi taxativo: "Ou o senhor para com o refrigerante ou vai virar sócio do hospital". O oxalato presente nessas bebidas é cimento puro pros rins.

E a tal da demência? Li um estudo obscuro outro dia — que provavelmente foi abafado — ligando o consumo de adoçantes artificiais a um risco maior de Alzheimer. A gente já esquece onde pôs a chave do carro naturalmente, não preciso de um químico acelerando o processo. A confusão mental que sinto quando tomo essas coisas não é normal. Parece que o cérebro fica com "lag", igual internet discada em dia de chuva.

O blefe da felicidade engarrafada

Mas o que mais me irrita é a mentira da felicidade engarrafada. Eles vendem juventude, mas entregam velhice precoce. O hábito de beber refrigerantes depois dos 40 é uma aposta onde a casa sempre ganha. Você perde o sono por causa da cafeína escondida, perde o dinheiro com dentista porque o esmalte dos dentes dissolve (vi isso acontecer com um molar meu, ficou transparente nas pontas, bizarro), e perde a dignidade tentando esconder a barriga que não sai nem com reza brava.

Enfim, o disco do Miles acabou e a agulha tá batendo no centro, fazendo aquele "tec-tec" infinito. Acho que é hora de dormir. Talvez amanhã eu acorde com vontade de tomar uma daquelas garrafinhas de vidro suadas, mas aí vou lembrar do Cláudio e da posição fetal no banheiro. Melhor ficar na água com gás e limão. Ou só água mesmo. A vida já é ácida o suficiente sem a gente precisar engarrafar mais problemas.

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